|
ENTREVISTAS
(tradução : Erica)
Retirado do Daily
Nexus Online
By Rebecca Pellman Staff Writer
& Kelly Stephens Staff Writer
Quinta-Feria April 19, 2001
Essa banda ainda luta por alguma coisa que seja mais do que um adesivo
desbotado em um skate (more than just a faded sticker on a skateboard.).
Depois de uma pausa de 5 anos, rumores de que a banda tinha acabado
se mostram falsos quando a banda volta com um novo baixista, um
novo álbum e uma nova gravadora - Todd Kowalski, Today's
Empires, Tomorrow's Ashes e o G7 Welcoming Committee, respectivamente.
Artsweek roubou um pouco do tempo do guitarrista/vocalista Chris
Hannah no Majestic Ventura Theatre para descobrir como essa banda
Canadense, ainda na Fat Wreck Chords, tem envolvido música
e política.
Artsweek: Em um avião:
bater e queimar, cair na água e afundar?
Chris: Bater e queimar. Eu não
sei se afundaria, queimando você é rapidamente incinerado.
Preso em uma ilha deserta: Eu
sei que você é vegan, mas qual dos membros da sua banda
você comeria primeiro?
Jord [Samolesky]. Ele é o
que tem mais "sustância". Ele sobreviveria por alguns
meses, pelo menos.
Melhor para se manter acordado:
café ou velocidade?
Café. Velocidade é
perigosa.
Melhor para dormir: álcool
ou Remédios?
Álcool. Muito mais agradável.
Mais Assustador: destruição
nuclear ou a volta de Michael Jackson?
Os dois estão relacionados,
de alguma maneira. Mas eu tenho q dizer que uma catástrofe
nuclear seria pior.
Você acredita em fantasmas
e Et's?
Eu não acredito neles, Mas
gosto do terror de ter medo deles. Já viu o filme "Communion"?
Eu fiquei com medo naquele.
Se você pudesse pegar uma
informação do FBI, qual você pegaria?
Quem matou Anna Mae Aquash, se eles
tivessem a informação. Ela era uma ativista AIM durante
os anos 70 e foi assassinada sob circunstancias duvidosas, e é
um mistério ainda hoje. Acreditam que o FBI teve algo a ver
com isso.
Pior para os EUA: grandes negócios,
poluição ou Dubya?
Todos estão ligados. E cada
um leva ao outro. O Bush colabora totalmente para que o grandes
negócios gerem poluição com o objetivo de capitalizar
os gastos de todo mundo. São todos umas merdas e devem ser
retirados dessa grande marca da realidade.
No últimos 5 anos vocês
estiveram bem ocupados - integrantes indo, vindo, coisa do selo
(G7)
Aham, as coisas do selo nos deixam
bem ocupados. Mais ocupados do que nós pensavamos que estaríamos.
Você está feliz de
estar de volta?
Por um lado sim, por outro lado tem
sua parte ruim - ficar longe de casa por um mês. Simplesmente
enche o saco. É a mesma coisa toda a noite, pessoas, música
alta e pessoas falando o tempo inteiro.
Qual foi a coisa mais esquisita
que já aconteceu com você em um tour?
Ser perseguido por um alce foi bem
esquisito. Quase morri. Mas provavelmente a coisa mais "pesada"
que tivemos foram muitas ameaças de morte na Florida. E um
amigo nossa de uma organização chamada Anarchist Black
Cross, um grupo que apoia os prisioneiro, apareceu em um show nosso
em Memphis completamente armado.
Você já recebeu pedido
de casamento ou cupons de "face-lift"?
Nenhum cupom, nenhum pedido de casamento,
duas ameaças de morte e um cara que perguntou se eu era solteiro,
mas ai ele disse "eu não sou gay", e eu "anh,
OK".
Já que você ficou
fora por cinco anos, como você sente que o Today's Empires,
Tomorrow's Ashes reflete o que aconteceu nesse tempo?
A mudança do "cenário"
realmente contribuiu para o som do novo álbum. Nós
finalmente conseguimos uma terceira pessoa [Kowalski] que tem mais
ou menos a mesma história que eu e o Jord. Todos nós
crescemos rápido, musica pesada e política. Esse álbum
é a primeira coisa que eu fiz na vida da qual eu estou realmente
orgulhoso.
Qual é a sua parte favorita
do novo CD?
Eu não quero escolher uma
parte. Eu gosto do fato da informação do CD-rom contextualizar
com as letras das músicas. Você tem as letras - ou
você entende, ou não - mas se você tem algo que
se relaciona com elas, você pode "usá-las"
por anos.
Vocês vão colocar
suas novas coisas no G7 ou vão continuar com a Fat Wreck
Chords?
Nos ainda estamos com a Fat porque
nós devemos fidelidade a eles. Nós fizemos tanta coisa
estúpida, e eles foram os único que continuaram com
a gente e nos apoiaram. Você sabe, eles são nosso amigos
antes de tudo, então eu acho que devemos algo a eles ao invés
de virarmos nossas costas. Mas nos realmente queremos fazer coisas
com o G7. No Canada, o novo CD está com o G7, e nos esperamos
fazer mais coisas, - simplesmente faz sentido.
Na música "Fuck the
Border" você diz, "Foda-se esse país, esse
olhos raivosos, esse bando de idiotas." Raiva pode ser produtiva,
mas ódio não. Como você separa a linha entre
raiva e ódio?
Eu acho que no passado a tendência
era ser mais misantropia do que ser produtivo, e eu acho que nos
últimos 10 anos nós aprendemos que é melhor
aumentar seus aliados do que seus inimigos. Você tem q se
manter firme, mas ao mesmo tempo ser paciente e compreensível.
Eu acho que estamos dando espaço para isso mas mesmo assim
passando nossa mensagem com firmeza.
Suas mensagens são muito
fortes, o que é interessante, porque vocês são
uma banda bem sarcástica. è como se vocês tivesses
as mensagens sérias mas fossem os "brincalhões".
Não, nos somos; nós
somos bobos. Nós admitimos isso, mas eu odeio o fato de que,
especialmente com Less Talk, More Rock, as pessoas nos imaginam
marchando 24 por dia, quando na verdade nós somos apesar
idiotas que de repente sentiram a injustiça. Nós tentamos
ter mais esperança e tentar tratar bem a nossa raiva.
Então vocês estão
sempre em protestos?
Em Winnipeg nós tentamos ir
em alguns. Eu não acho que o protesto é a ação
final para ser um "ativista". É mais uma solidariedade
entre grupos, eu acho. Mas o nosso forte é a ativismo através
da banda e do selo, e é aí que nós gastamos
a maior parte do nosso tempo. Não que o ativismo pela mídia
seja
é o melhor que podemos, é o que nós
fazemos com muito esforço, só isso.
Quem escreve as músicas?
Vocês todos colaboram?
Na maioria eu e depois o Todd. Mas
todos nós damos uma lida e dividimos opiniões.
Será que eu preciso perguntar
pra quem você votaria na última eleição,
se fosse um cidadão americano?
Eu teria sido compelido à
votar no Green Party, basicamente se o Green Party tivesse 5%, teria
tido um presidente nos debates públicos que poderia ter desfeito
a linha oficial.
Você sabe, nem o Bush nem o Gore queriam
ser questionados sobre economia ou meio ambiente por algum que sabe
do que eles estão falando. E eu acho que não só
o público americano, mas o público do mundo todo precisa
ver alguém destruí-los no debate. Isso mudaria a idéia
de varias pessoa. E eu acho que se alguém diz, "você
não é um anarquista se você vota pro Nader,"
bem você é alguém que se importa com a mudança
social quando estamos nesses tempos malucos e o mundo está
para acabar se nós não fizermos alguma coisa. Você
sabe, pequenas mudanças são melhores do que nenhuma
mudança.
Onde vocês vêem o
futuro dos EUA, considerando que o Bush ganhou?
Eu vejo umas maluquices. E vejo a
repressão crescendo. Aqui está a coisa, eu vejo a
repressão à mídia crescendo, e eu acho que
a indústria capitalista do Western está se tornando
mais parte do estado do que nunca, mas ao mesmo tempo eu vejo bem
mais resistência. Então é só ver qual
cresce mais. Ou as coisas ficam muito, muito, muito ruins ou terá
uma mudança fundamental nos próximos 20 anos porque
as pessoas estão sendo alimentadas com repressão e
com a diferença entre ricos e pobres, que está ficando
ridícula mesmo em países ricos como Canadá
e EUA.
Como você se sente sobre
as mudanças dos EUA, sendo canadense?
Tem muita gente que diz, "Você
é do Canadá, fale do seu próprio país."
Bem, nós somos, mas nós estamos falando disso via
EUA. Canadá é uma versão menor dos EUA. Faz
as mesmas merdas que os Estados Unidos fazem.
Então é por isso
que na capa do novo CD tem uma bandeira dos EUA cobrindo o resto
do mundo?
Aham. Olhe nas superpotências
mundiais, veja como a concentração de poder dos EUA
se comporta à frente dos americanos e dos outros países,
então use esse padrão para analisar o nosso próprio
país, e você verá algumas similaridades, porque
a concentração de poder se comporta da mesma maneira.
Vocês não tiveram
o código de barra no Less Talk, More Rock. Porque teve a
volta do código de barra?
Nós tínhamos essa experiência
para ver se era possível seguir as vendas sem um código
de barra. Mas não tinha como segui-lás. E aí
o Fat Mike da gravadora disse que não tinha problema, porque
estava escrito "gay-positive" na capa, e moleques com
uns 15 anos de idade não vão escolher aquele CD, E
e percebi que era verdade, porque quando eu tinha 15 anos nem fudendo
que eu teria comprado um CD que dizia gay-positive na capa. Foi
apenas uma experiência que falhou.
Vocês começam o novo
Cd com "Knowledge is power. Arm yourself." (conhecimento
é poder, arme-se). Como o Propagandhi está armado?
Eu acho que estamos armados por termos
aberto nossas mentes e visto as coisas de uma outra perspectiva.
Eu costumava ser um pro-imperialista, pro-ploriferação-nuclear,
pro-Reagan, pro-barra de cereal NATO quando eu era moleque. E eu
não tinha nenhum conhecimento, eu não queria nenhum
conhecimento, a não ser aquele que era me dado pelas autoridades.
E aí, pelos 15 anos seguintes, eu dei uma chance a perspectivas
diferentes. Nós não somos um antro de conhecimento,
mas pessoas que mudaram drasticamente desde que eram moleques.
Você diria que suas experiências
também são as do resto da banda?
Quando eramos adolescentes, Jord
sempre foi um pouco mais esperto. Eu cresci na vida militar; ele
na vida civil. Os pais deles eram uma espécie de católicos
liberais, então eles não eram esses fundamentalistas
malucos. Eram tipo católicos orientados na comunidade . Então
ele cresceu aceitando mais coisas do que eu. E o Todd com certeza
era como eu porque nós sempre conversamos sobre como eramos
estúpidos quando menores e que foram bandas de hardcore "político"
que nos fizeram reavaliar as coisas.
Você diria que suas idéias
políticas continuam mudando, talvez evoluindo?
Elas evoluem sim. Eu acho que a visão
que eu tenho do mundo teve suas mudanças quando eu tinha
15 ou 16 anos, mas não eram evoluídas mesmo. Eu acho
que ainda estão evoluindo. Eu olho cinco anos atras e me
sinto envergonhado.
Pelo o que?
Bem, na apresentação
por exemplo. Porque as coisas eram tão novas para nós
que ficamos animados; nós não entedendiamos porque
as pessoas não entendediam nosso ponto de vista imediatamente
No último Cd, você
quer dizer?
No Cd ou fora dele, simplesmente
na vida cotidiana e como você interage com amigos e família,
e você pode perder alguns amigos por pensar "você
está indo muito rápido," e "você está
indo muito devagar." Mas eu acho que nós evoluímos
daquele tempo, para tentar produzir aliados e não inimigos.
Em "Albright Monument, Baghdad"
você diz "Eu bebo para dormir porque estou perdendo minha
fé." O que te faz continuar?
Eu acho que as minhas escolhas são
ou cair no desespero e não fazer nada, ou fazer alguma coisa,
talvez falhar, talvez ter algum impacto. Obviamente eu acho que
essa é a melhor escolha - tentar fazer alguma coisa, se manter
esperançoso.
Uma das últimas frases
do Today's Empires
é uma frase por Phil Ochs que diz
"Eu ainda acho que tem algo escondido na fibra da América
que compense salvar." O que você crê que seja essa
fibra?
Mesmo sabendo que os EUA foram construídos
na base dos nativos americanos, Eu ainda acho que tem alguns princípios
no mito da Revolução Americana que compensa serem
revividos sobre a independência - melhor do que o EUA, ou
o Canadá fazem agora, economicamente e militarmente apoiando
uma ditadura que aniquila os movimentos de independência.
Além disso, tem toda essa molecada empolgada em fazer coisas
pela sua comunidade e animadas em ter acesso a novas idéias
às quais eles, de outra maneira, não teriam acesso.
E o cinismo geral sobre o governo e as grandes corporações
- mesmo o cara de classe média diz "Eu estou sendo estuprado
por essas corporações." Isso é algo para
se tentar explorar porque se você pode transformar o cinismo
em uma ação produtiva, isso é ótimo!
voltar
|